“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam”. João 5,39

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O show gospel a luz da Bíblia

Imagine a seguinte cena: Pessoas literalmente dançando no meio da rua, com latas nas mãos, ao som de uma música ensurdecedora, que faz apologia a micareta.

Certamente não foi difícil imaginar, pois, presenciamos esse tipo de cena, principalmente em finais de semana, em casas de shows, a não fosse um detalhe, a festa era em uma igreja evangélica e em comemoração aos dois anos de chegada aqui em Russas.

Agora eu pergunto que adoração é essa? Uma adoração desprovida de reverência e totalmente fora dos padrões bíblicos, os quais foram estabelecidos pelo próprio Deus: “Em espírito e em verdade” (Jo 4.14)

Se fizermos assim em que ponto estamos diferentes do mundo? Praticando uma adoração que mais parece uma festa mundana, retirando os elementos da liturgia cristã as quais foram legadas, pelas primeiras comunidades a nós (1 Co 14.26)

Creio sinceramente que precisamos rever tais conceitos de adoração a luz de que está escrito em 1 Jo 2.15:Não ameis o mundo nem as coisas que  há no mundo .Podem até indagar ,mas o texto fala das coisas do mundo e por acaso esse tipo de adoração em nossos templos não parece uma tentativa de trazer o mundo pra dentro da igreja?

No capítulo 14 de 1ª Coríntios o apostolo Paulo discorre sobre a liturgia do culto e a disciplina no uso dos dons, visando evitar excessos.No decorrer da leitura desse capítulo, percebemos a preocupação do apostolo com a edificação da igreja (v 4, 5, 12, 17,26) e principalmente com os visitantes (v.23-25), essa preocupação parece não ser uma das características da igreja de nossos dias tende em vista as formas de culto que estão oferecendo a Deus, pois muitas pessoas que visitam nossas igrejas estão cientes da diferença que existe entre culto e festa, sendo assim lembremos-nos das palavras descritas em 1 Ts 5.22 :Abstendo-vos de toda aparência do mal .

Precisamos parar com as aparências de culto e passar a adorar a Deus verdadeiramente, aliás, essa é uma característica dos adoradores e da adoração (Jo 4.13-24)
Deixemos de lado esses modismos e adoremos a Deus fugindo da aparente piedade (Cl 2.23)

domingo, 18 de setembro de 2011

As obras da carne e o fruto do Espírito.

O CONFLITO NA ALMA.
As obras da carne e o fruto do Espírito (Gl 5.16-26).
O cristão é um ser que vive em dois mundos ao mesmo tempo, em vista disso vive constantemente em estado de tenção e atenção.
A vida cristã é um campo de batalha. Trava-se nesse campo uma guerra sem trégua entre a carne e o Espírito. O que gera esse conflito é que a carne e o Espírito têm desejos diferentes.

Fomos salvos da condenação e do poder do pecado, mas não ainda da presença do pecado. Por esta razão precisamos ter consciência que ainda vivemos em um mundo corrupto; onde o pecado alastra-se como fogo em palha seca, os cristãos precisam combatê-lo com muita tenacidade.

A "carne" representa o que somos por nascimento natural, e o "Espírito", o que nos tornamos pelo novo nascimento, o nascimento do Espírito. Portanto, carne e Espírito são opostos entre si. São inimigos ferrenhos e irreconciliáveis. Fazer a vontade da carne é entristecer o Espírito, pois os impulsos da carne são inimizade contra Deus. A carne apela para aquilo que é sujo, aquilo que é demasiado ruim no homem. Os seus desejos são impuros, que só levam para a morte.
O apóstolo Paulo procura deixar bem claro para os seus leitores que existe um conflito se desenrolando dentro dele (Gl 5.16-18), mas sabe que o controle pode ser exercido por um ou pelo outro. È impossível obedecer a carne e o Espírito ao mesmo tempo.

O que a Bíblia diz sobre a carne não é nada animador: "Na minha carne não habita bem nenhum" ( Rm 7.18 ). "A carne para nada aproveita" ( Jo 6.63 ); "... Não confiamos na carne" ( Fp 3.3); "Porque se viverdes segundo a carne morrereis" (Rm 8.13). Viver na carne é totalmente o inverso de viver no Espírito.

A carne promove o mal; o Espírito exalta o bem. A carne é inimiga de Deus; o Espírito aproxima o homem de Deus. A carne escraviza; o Espírito liberta. A carne mata; o Espírito vivifica; a carne puxa para baixo; o Espírito leva para o céu; a carne atormenta, mas o Espírito nos traz consolo, paz e segurança. Ser dominado pela carne é ser escravo do pecado. A carne não pode agradar a Deus (Rm 8.8); ela é essencialmente hostil a Deus (Rm 8.7). A velha natureza é como um porco que sempre sente prazer e conforto em revolver-se na lama, sempre procurando algo imundo para mexer. A nova natureza é como a ovelha ou semelhante a pomba, sempre ansiando aquilo que é limpo, puro, nunca revolvendo carniça.

COMPREENDENDO AS OBRAS DA CARNE ( Gl 5.19-21).

Depois de falar do conflito entre a carne e o Espírito, o apóstolo Paulo passa a falar mais detalhadamente sobre as obras da carne na vida daqueles que, se continuarem vivendo assim não herdarão o reino de Deus.
Há outras listas de pecados semelhantes a essa nos escritos de Paulo ( Rm 1.18-32; I Co 5.9-11; 6.9; II Co 12.20,21; Ef 4.19; 5.3-5; Cl 3.5-9; I Ts 2.3; 4.3-7; I Tm 1.9,10; 6.4,5). Essa lista, embora seja extensa, não é exaustiva, pois não esgota o fétido poço das obras da carne, uma vez que Paulo conclui dizendo: "... e coisas semelhantes a estas" ( 5.21).

Vamos classificar essas obras da carne em quatro grupos.

1) Os pecados sexuais ( Prostituição. Impureza e Lascívia).

2) Os pecados religiosos ( Idolatria e Feitiçarias).

3) Os pecados sociais ( Inimizades, Porfias, Ciúmes, Iras, Discórdias, Dissensões, Facções e Invejas).

4) Os pecados pessoais ( Bebedices e Glutonaria).

Em breve daremos prosseguimento ao nosso estudo e analisaremos mais detalhadamente cada uma dessas palavras. Aguarde...

    

sábado, 17 de setembro de 2011

Sou "Doulos" de Jesus Cristo.


Existem algumas palavras na Bíblia que, infelizmente, ao serem traduzidas para a nossa língua portuguesa, perderam um pouco do peso e do impacto original. Uma dessas palavras é "servo".
Podemos observar que os apóstolos, tais como Paulo, Pedro, Tiago e outros se identificavam como servos de Jesus Cristo (cf: Rm 1.1; I Co 3.5; Tg 1.1; II Pe 1.1; Jd 1) .
Essa palava servo no grego é "doulos" e significa muito mais do que servo, significa literalmente "escravo". Ser escravo de Jesus Cristo é a maior honra; ser escravo de Jesus Cristo é o maior privilégio. Porque somos escravos de Cristo, somos livres da escravidão do pecado. Nas Palavras do grande reformador de Genebra João Calvino: "Senhor, torna-me escravo, e então, serei livre".
Quando afirmamos sermos escravos de Jesus, há uma grande implicação nisso. Significa dizer que: Devemos á Cristo obediência absoluta. O escravo não têm vontade própria. Ele serve aos propósitos de Cristo e não aos seus. A sua vontade é fazer a vontade de seu Senhor. As decisões do Senhor regem a sua vida. A vontade de Deus é mais importante do que a nossa própria VONTADE.
Que possamos com toda sinceridade e segurança exclamarmos: "Sou doulos de Jesus Cristo"; a Sua vontade sobrepuja a minha própria vontade;  sirvo aos Seus propósitos; obedeço ao Seu comando; me alegro com Suas ordens; sou Seu humilde representante.
SENHOR, TORNA-ME ESCRAVO, E ENTÃO, SEREI LIVRE.

sábado, 16 de abril de 2011

A Doutrina Bíblica da Oração


Semelhante as grandes doutrinas da Bíblia tais como bibliologia, teologia, cristologia, pneumatologia, angelologia, a oração também se divisa nas Sagradas Escrituras como doutrina.
Sendo seu ensinamento necessário para a igreja de cristo em dias difíceis como o nosso. É nesse artigo que faremos uma exposição clara e sistemática da doutrina bíblica da oração. Seja edificado e veja se suas orações estão nos padrões divinos.

O QUE É ORAÇÃO
 A oração é antes de tudo uma dádiva divina, que demonstra o desejo de Deus se relacionar intimamente com suas criaturas.
Tanto na antiga aliança, quanto na nova aliança o poder da oração foi usado como recurso primordial pelo povo de Deus nas grandes batalhas da fé, nas quais a fé prevaleceu e mais uma vez não se teve dúvidas, a oração é uma arma. Mas vamos ver qual o significado real desse exercício chamado de oração.

Definição lingüística: Súplica dirigida a Deus ou a qualquer entidade sobrenatural (Grande Dicionário Larousse Cultural da Língua Portuguesa- Nova Cultura).

Definição Bíblica: Ato pelo qual o crente, através da fé em cristo (Jo 15.16) e mediante a ação intercessora do Espírito Santo (Rm 8.26) aproxima-se de Deus (Hb 11.6) tendo como objetos adorá-lo e rende-lhe ações de graça (1° Ts 2.1-2) e apresento-lhe petições de acordo com seu supremo e inquestionável vontade (1° Sm 12.13).

Definição Etimológica: O termo oração, do grego proseuché, significa invoca, pedir ou suplicar a uma divindade.

Além das definições acima, existem outras definições que foram dadas a oração devido ao seu poder. Por exemplo:
A oração é um diálogo entre o homem e Deus.
A oração é um anseio da alma pecadora por um Deus que lhe atende.
A oração é a confissão de uma alma sedenta.
A oração é o desejo ardente do pecador em relação a Deus.
A oração é a respiração natural da vida cristã.
A oração é o conjunto de formas de comunhão com Deus.
A oração é o suspiro da alma. E por fim...
A oração é a força mais poderosa que existe no universo.
Oração é um elo que liga a terra as regiões celestiais, que liga criatura ao criador, que liga o limitado ao ilimitado, que liga o imperfeito ao perfeito.

PORQUE ORAR

Semelhante aos santos mandamentos que explicam de forma clara o desejo de Deus para com os homens, a oração também transcorre como ordenação divina nas Sagradas Letras (Sl 2.8; Is 55.6; Mt 26.41; Lc 10.2).
Na Bíblia existem alguns termos que indicam inequivocamente a hiperatividade desse exercício cristã. São eles:

a) Orai (Sl 122.6; Mt 5.44 ;24.20; 26.41; Mc 13.3; 19.38; Lc 6.28; 1°Ts 5.17; Tg 5.16).
b) Buscai (1°Cr 16.11; Sm 27.8; 105.4; Is 55.6; Am 5.4; Sf 2.3; Mt 6.33;7.7; Lc 11.9; 12.31; Cl 3.1).
c) Pede (1° Rs 3.5; 2°Cr 1.7; Sl 2.8; Is 7.11; Mc 6.22).
d) Pedi (Zc 10.1; Mt 7.7; Lc 11.9; Jo 15.7;16.24; Tg 1.5).
e) Rogai (1° Sm 12.18; Jr 37.3; 42.2; Mt 9.38; Lc 10.2).
f) Clamai (Jr 33.3)

Além das muitas referências acima que mostram que a oração é um mandamento. Transcrevemos outros motivos que explicam porque orar.

a) PORQUE É UM DEVER (Lc 1.18).
Dever é ter a necessidade descumprir alguma coisa. Você tem comprido seu dever? Você tem orado freqüentemente? Se sua resposta for não sua relação com Deus esta correndo perigo.
Se soubéssemos o poder da oração seríamos como Daniel, que três vezes ao dia se colocava em oração: Orava e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer (Dn 6.10).
Entre nos átrios do Tabernáculo do Altíssimo. Seja freqüente! Deixe que o Espírito Santo lhe conduza a orar. Buscar a Deus é nosso dever e obrigação.

b) POR QUE NÃO SABEMOS QUANDO CHEGARÁ O TEMPO (Mc 13.33).
No capítulo 13 do Evangelho de Marcos temos quatro advertências as quais são pronunciados nos versículos 5, 9, 23, e 33. Na última citação (v.33) Jesus repete o que disse em outras duas citações (v.v. 9,23): Estávamos de sobreaviso, desta vez acrescentando o conselho: Olhai, Vigiai e Orai.
Jesus aqui nos diz olhai, isso por causa dos sinais que aconteceriam antes da sua vinda, os quais marcam o tempo do fim. São eles:           

            O  aparecimento de falsos Cristos (v. 6, 21, 22).
            As guerras: nações contra nações (v. 7-8).
            Perseguição aos santos (v. 22).
            A pregação do Evangelho a todos os povos (v. 14).
            O aparecimento de falsos profetas, com operação de sinais e prodígios (v. 22).
            Os poderes dos céus serão abalados ( v.v. 24, 25).

E ao termino da prescrição desses sinais, Jesus diz: Assim também vós, quando virdes sucederam essas coisas, sabei que já está perto, às portas (Mc 13.29).
Jesus também fala da vigilhança o qual é uma exortação incisiva em toda Bíblia (Mt 24.42; 25.13; 26.41; Mc 14;34; Lc 12.37;21.36; Ap 16.15) e é repetida nos versículos 35 e 37.
A vigilhança tem haver com observar atentamente, tomar cuidado, estar acordado, velar com toda atenção, se posta como sentinela, precaver-se. Você tem vigiado? Como tem procedido? Estarás velando e precavido quando vier o teu Senhor?
A oração tem haver com a preparação do crente, podemos aqui comparar com um homem que vai viajar, mas antes ele se prepara, ou ainda o preparativo para o nascimento de uma criança.
Será que você tem dado importância a vinda de Cristo? Será que você esta se preparando? Ou melhor, será que você está preparado? Não ouse adiar os preparativos, pois as conseqüências podem ser catastróficas (Am 4.12).

c)PARA NÃO CAIRMOS EM TENTAÇÃO(Mt 26.41)
As tentações são investidas de Satanás contra o povo de Deus, as quais são frustradas quando colocamos nossos joelhos no chão e oramos.
Na carta de Tiago, capítulo 1 e versículo 13 encontramos a seguinte declaração: Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta. O termo “tentar” aqui tem haver com um “convite a prática do mal” o que segundo Tiago não procede de Deus, mas, da cobiça interior do homem (Tg 1.14). Sendo assim podemos dizer que Deus não nos conduz a tentação, mas que ele prova-nos (Gn 22.1).
                                                                                 
                                                                                                                           continua...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Mas por que Deus nos prova? e qual obejetivo das provações?


Deus nos prova porque quer saber se guardamos ou não seus mandamentos (Dt 8.2), para nos humilhar (Mt 23.12; Lc 18.14; Tg 4.10; 1°Pd 5.6) e para saber se o amamos com todo nosso coração(Dt 13.3).
O objetivo principal das provações é demonstrar que tememos a Deus (Gn 22.12), além disso, elas nos aproximam mais de Deus (1°Co 12.8) e seus frutos são:
Eterno peso de glória (2°Co 4.17; Rm 8.18), paciência (Tg 1.3) o qual gera a  experiência; e a experiência a esperança (Rm 5.3-4) e também a coroa dádiva (Tg 1.12) alegria e exaltação (Mt 5.12; 1°Pd 4.13).
Talvez este cristã que hoje você é, deve-se as tribulações que você passa, pois tudo cooperar para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8.28).
Mas não pense que Deus fica alheio as tribulações dos seus servos, uma prova real é os acontecimentos registrados em Daniel 3.1-30 e 6.18-28.
Deus não nos prova além das nossas forças: Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele mesmo lhe providenciará um escape, para que o possam suportar. (1°Co 10.13-NVI: Nova Versão Internacional; 2 Pd 2.9).
Portanto quando estiver passando por qualquer momento de tormento clame a Deus dizendo: E não deixeis cair em tentação, mas, livra-nos do mal (Mt 6.13-NVI) e você ouvirá Deus dizendo: Quando passares pelas águas, estarei contigo, e, quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimará, nem a chama arderá em ti (Is 43.2).
Não tente enfrentar tudo sozinho, compartilhe com Deus através da oração seus problemas, faça como o salmista: busque, e Ele lhe acolherá e livrará de todos os seus temores (Sl 3.4,19) clame e o Senhor ouvirá e livrará de todas as suas tribulações (Sl 34.6,7), pois os seus ouvidos estão abertos ao nosso clamor (Sl 34.15).