“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam”. João 5,39
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sábado, 17 de setembro de 2011

Sou "Doulos" de Jesus Cristo.


Existem algumas palavras na Bíblia que, infelizmente, ao serem traduzidas para a nossa língua portuguesa, perderam um pouco do peso e do impacto original. Uma dessas palavras é "servo".
Podemos observar que os apóstolos, tais como Paulo, Pedro, Tiago e outros se identificavam como servos de Jesus Cristo (cf: Rm 1.1; I Co 3.5; Tg 1.1; II Pe 1.1; Jd 1) .
Essa palava servo no grego é "doulos" e significa muito mais do que servo, significa literalmente "escravo". Ser escravo de Jesus Cristo é a maior honra; ser escravo de Jesus Cristo é o maior privilégio. Porque somos escravos de Cristo, somos livres da escravidão do pecado. Nas Palavras do grande reformador de Genebra João Calvino: "Senhor, torna-me escravo, e então, serei livre".
Quando afirmamos sermos escravos de Jesus, há uma grande implicação nisso. Significa dizer que: Devemos á Cristo obediência absoluta. O escravo não têm vontade própria. Ele serve aos propósitos de Cristo e não aos seus. A sua vontade é fazer a vontade de seu Senhor. As decisões do Senhor regem a sua vida. A vontade de Deus é mais importante do que a nossa própria VONTADE.
Que possamos com toda sinceridade e segurança exclamarmos: "Sou doulos de Jesus Cristo"; a Sua vontade sobrepuja a minha própria vontade;  sirvo aos Seus propósitos; obedeço ao Seu comando; me alegro com Suas ordens; sou Seu humilde representante.
SENHOR, TORNA-ME ESCRAVO, E ENTÃO, SEREI LIVRE.

sábado, 16 de abril de 2011

A Doutrina Bíblica da Oração


Semelhante as grandes doutrinas da Bíblia tais como bibliologia, teologia, cristologia, pneumatologia, angelologia, a oração também se divisa nas Sagradas Escrituras como doutrina.
Sendo seu ensinamento necessário para a igreja de cristo em dias difíceis como o nosso. É nesse artigo que faremos uma exposição clara e sistemática da doutrina bíblica da oração. Seja edificado e veja se suas orações estão nos padrões divinos.

O QUE É ORAÇÃO
 A oração é antes de tudo uma dádiva divina, que demonstra o desejo de Deus se relacionar intimamente com suas criaturas.
Tanto na antiga aliança, quanto na nova aliança o poder da oração foi usado como recurso primordial pelo povo de Deus nas grandes batalhas da fé, nas quais a fé prevaleceu e mais uma vez não se teve dúvidas, a oração é uma arma. Mas vamos ver qual o significado real desse exercício chamado de oração.

Definição lingüística: Súplica dirigida a Deus ou a qualquer entidade sobrenatural (Grande Dicionário Larousse Cultural da Língua Portuguesa- Nova Cultura).

Definição Bíblica: Ato pelo qual o crente, através da fé em cristo (Jo 15.16) e mediante a ação intercessora do Espírito Santo (Rm 8.26) aproxima-se de Deus (Hb 11.6) tendo como objetos adorá-lo e rende-lhe ações de graça (1° Ts 2.1-2) e apresento-lhe petições de acordo com seu supremo e inquestionável vontade (1° Sm 12.13).

Definição Etimológica: O termo oração, do grego proseuché, significa invoca, pedir ou suplicar a uma divindade.

Além das definições acima, existem outras definições que foram dadas a oração devido ao seu poder. Por exemplo:
A oração é um diálogo entre o homem e Deus.
A oração é um anseio da alma pecadora por um Deus que lhe atende.
A oração é a confissão de uma alma sedenta.
A oração é o desejo ardente do pecador em relação a Deus.
A oração é a respiração natural da vida cristã.
A oração é o conjunto de formas de comunhão com Deus.
A oração é o suspiro da alma. E por fim...
A oração é a força mais poderosa que existe no universo.
Oração é um elo que liga a terra as regiões celestiais, que liga criatura ao criador, que liga o limitado ao ilimitado, que liga o imperfeito ao perfeito.

PORQUE ORAR

Semelhante aos santos mandamentos que explicam de forma clara o desejo de Deus para com os homens, a oração também transcorre como ordenação divina nas Sagradas Letras (Sl 2.8; Is 55.6; Mt 26.41; Lc 10.2).
Na Bíblia existem alguns termos que indicam inequivocamente a hiperatividade desse exercício cristã. São eles:

a) Orai (Sl 122.6; Mt 5.44 ;24.20; 26.41; Mc 13.3; 19.38; Lc 6.28; 1°Ts 5.17; Tg 5.16).
b) Buscai (1°Cr 16.11; Sm 27.8; 105.4; Is 55.6; Am 5.4; Sf 2.3; Mt 6.33;7.7; Lc 11.9; 12.31; Cl 3.1).
c) Pede (1° Rs 3.5; 2°Cr 1.7; Sl 2.8; Is 7.11; Mc 6.22).
d) Pedi (Zc 10.1; Mt 7.7; Lc 11.9; Jo 15.7;16.24; Tg 1.5).
e) Rogai (1° Sm 12.18; Jr 37.3; 42.2; Mt 9.38; Lc 10.2).
f) Clamai (Jr 33.3)

Além das muitas referências acima que mostram que a oração é um mandamento. Transcrevemos outros motivos que explicam porque orar.

a) PORQUE É UM DEVER (Lc 1.18).
Dever é ter a necessidade descumprir alguma coisa. Você tem comprido seu dever? Você tem orado freqüentemente? Se sua resposta for não sua relação com Deus esta correndo perigo.
Se soubéssemos o poder da oração seríamos como Daniel, que três vezes ao dia se colocava em oração: Orava e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer (Dn 6.10).
Entre nos átrios do Tabernáculo do Altíssimo. Seja freqüente! Deixe que o Espírito Santo lhe conduza a orar. Buscar a Deus é nosso dever e obrigação.

b) POR QUE NÃO SABEMOS QUANDO CHEGARÁ O TEMPO (Mc 13.33).
No capítulo 13 do Evangelho de Marcos temos quatro advertências as quais são pronunciados nos versículos 5, 9, 23, e 33. Na última citação (v.33) Jesus repete o que disse em outras duas citações (v.v. 9,23): Estávamos de sobreaviso, desta vez acrescentando o conselho: Olhai, Vigiai e Orai.
Jesus aqui nos diz olhai, isso por causa dos sinais que aconteceriam antes da sua vinda, os quais marcam o tempo do fim. São eles:           

            O  aparecimento de falsos Cristos (v. 6, 21, 22).
            As guerras: nações contra nações (v. 7-8).
            Perseguição aos santos (v. 22).
            A pregação do Evangelho a todos os povos (v. 14).
            O aparecimento de falsos profetas, com operação de sinais e prodígios (v. 22).
            Os poderes dos céus serão abalados ( v.v. 24, 25).

E ao termino da prescrição desses sinais, Jesus diz: Assim também vós, quando virdes sucederam essas coisas, sabei que já está perto, às portas (Mc 13.29).
Jesus também fala da vigilhança o qual é uma exortação incisiva em toda Bíblia (Mt 24.42; 25.13; 26.41; Mc 14;34; Lc 12.37;21.36; Ap 16.15) e é repetida nos versículos 35 e 37.
A vigilhança tem haver com observar atentamente, tomar cuidado, estar acordado, velar com toda atenção, se posta como sentinela, precaver-se. Você tem vigiado? Como tem procedido? Estarás velando e precavido quando vier o teu Senhor?
A oração tem haver com a preparação do crente, podemos aqui comparar com um homem que vai viajar, mas antes ele se prepara, ou ainda o preparativo para o nascimento de uma criança.
Será que você tem dado importância a vinda de Cristo? Será que você esta se preparando? Ou melhor, será que você está preparado? Não ouse adiar os preparativos, pois as conseqüências podem ser catastróficas (Am 4.12).

c)PARA NÃO CAIRMOS EM TENTAÇÃO(Mt 26.41)
As tentações são investidas de Satanás contra o povo de Deus, as quais são frustradas quando colocamos nossos joelhos no chão e oramos.
Na carta de Tiago, capítulo 1 e versículo 13 encontramos a seguinte declaração: Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta. O termo “tentar” aqui tem haver com um “convite a prática do mal” o que segundo Tiago não procede de Deus, mas, da cobiça interior do homem (Tg 1.14). Sendo assim podemos dizer que Deus não nos conduz a tentação, mas que ele prova-nos (Gn 22.1).
                                                                                 
                                                                                                                           continua...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

NÃO ANDEIS ANSIOSOS. (Mateus 6.25-34).

Vivemos em uma época onde as pessoas vivem uma quase total reversão dessa antiga verdade promulgada pelo nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Os homens estão vivendo uma vida carregada de cuidados e preocupações. Em nome da "prudência" e da "segurança" financeira, os homens abandonaram os cuidados do Senhor e têm confiado em seus próprios esforços. Em Mateus 6.25-34 Jesus não está censurando aquela solicita provisão para o futuro, ao invés disso, Ele ordena aos seus amados discípulos que se abstenham de aborrecer-se indevidamente acerca do que o amanhã possa trazer. Jesus nos recorda que o Pai celeste nos deu a vida e os nossos corpos e Aquele que fez o maior pode muito bem prover o menor; pode suprir o alimento que sustenta a vida, e o vestuário que protege o corpo.

A providência divina é um assunto que vemos constantemente nas páginas do Santo Livro. A Sua providência se mostra na natureza. O ensino Bíblico ensina que todas as criaturas, quer animadas, quer inanimadas, estão sob os cuidados do Criador. Deus não criou a natureza e abandonou-a de maneira irresponsável. Ele a governa de maneira soberana. Deus domina a mecânica celeste e age sobre cada partícula microscópica do universo. Tudo está sujeito ao Seu poder. Ele pode domar os ventos e as nuvens, o fogo e a água, a neve e a saraiva. "Ele é o que transporta as montanhas, sem que o sintam, e o que as transtorna no seu furor. O que remove a terra do seu lugar, e as suas colunas estremecem. O que fala ao sol, e ele não sai, e sela as estrelas. O que sozinho estende os céus, e anda sobre os altos do mar" (Jó 9.5-8). Nada no universo está entregue a lei do acaso nem funciona ou sobrevive fora do controle onisciente do Altíssimo! Confiemos, pois na providência de Deus.

Nos versículos 26-29 o nosso Senhor Jesus contrasta a inquietação, a preocupação e a angústia dos homens e mulheres sem fé, com as aves e as flores, que são intrinsecamente de muito menor valor. As aves se ocupam largamente com a provisão para o futuro . Elas trabalham duro construindo os seus ninhos e conseguindo comida para os seus filhotes, e todavia não ficam inquietas. Não têm tempo de semeadura e tempo de ceifa com que se preocupar, mas levam a vida cumprindo de forma inconsciente o propósito para o qual Deus as criou. De modo semelhante, as flores silvestres, á sua maneira instintiva, olham para o futuro. Suas atividades se dirigem todas á produção da florescência que é a sua glória. Contudo, tão calma é a sua vida, que parece que não estão fazendo absolutamente nada. Não obstante, Deus as veste com uma beleza que supera o traje mais resplandecente que jamais pôde ser vestido pelo rei mais rico de todos. Jesus não nos manda imitar as aves e as flores, pois isso é impossível, mas nos pede que observemos o cuidado providencial de Deus por criaturas menos valiosas á sua vista do que os homens e as mulheres.

O Senhor Jesus condena a ansiedade, não somente por ela ser inútil, mas também por ser um sinal de incredulidade. A busca de alimentação e vestuário como o bem supremo é característica dos ímpios (v.32), que nada sabem acerca de um Pai celestial a cujos olhos cada um de seus filhos é infinitamente precioso e que está plenamente ciente de todas as suas necessidades. A marca distintiva do cristão é que ele deseja primeiro e acima de tudo que se complete a vitória de Deus sobre o mal; que reine no coração dos homens; que a sua justiça, isto é, os seus padrões de justiça, sejam aceitos universalmente. Jesus, pois ensina que se o objetivo primário é o reino de Deus e a sua justiça, as outras solicitações necessárias serão satisfeitas. Em outras palavras, se nós orarmos primeiro "Venha o teu reino", o seu "pão de cada dia" será providenciado. Quando Jesus convidou os seus discípulos a olharem para as aves dos céu e as flores do campo, Jesus via a mão de Deus; Ele via a perfeita criação. Ele via a glória do Deus Todo-Poderoso. A minúscula flor, que talvez nunca seja contemplada por uma pessoa em sua curta existência, não obstante é perfeitamente vestida por Deus. Neste caso tiremos a seguinte dedução: "Ora, se Deus veste assim a erva do campo... quanto mais a vós homens de pequena fé?" Se Deus pode fazer isso com as flores do campo, quanto mais com você.

Toda a nossa dificuldade como crentes que somos, é que não percebemos o que somos como filhos de Deus, e nem vemos os graciosos propósitos de Deus relativos a nós. Não compreendemos o que significa sermos amados do Todo-Poderoso. A erva está hoje no campo, mas amanhã é lançada no forno. Mas os filhos de Deus são destinados a glória. As promessas e os propósitos de Deus são dirigidos a nós, o que temos que fazer é tomarmos consciência daquilo que Deus tem falado sobre nós como Seus filhos. Quando compreendermos isso e aprendermos essa realidade a preocupação torna-se impossível. O homem então começa a aplicar a Palavra em sua vida."Porque se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida" ( Rm 5.10). Aí está! Não importa o que possa vir a acontecer conosco, não importando em qual situação nos encontre, "Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as cousas" (Rm 8.32). Certamente teremos que enfrentar tribulações, problemas, aflições, tristezas e morte, entretanto, em todas essas coisas"...somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou"(Rm 8.37). O nosso Pai celeste alimenta os pássaros e veste a erva e nós não somos muito mais valiosos do que eles? Precisamos tomar consciência daquilo que somos como filhos de Deus e descansar em suas promessas e no fim possamos dizer como John Wesley que em seu último suspiro exclamou: "O melhor de tudo é Deus conosco!".


                                                                                                                   Por: Rikison